Nate parou o carro próximo à uma ladeira. Em momentos como aquele gostava de ficar sozinho; detestava se mostrar fraco em frente à outras pessoas. Aquela ladeira era perfeita, deserta.
Sua expressão não era boa: haviam rugas em sua testa, suas sobrancelhas estavam flexionadas para baixo, fazendo seu olhar parecer sério. Ainda tinha aquela mania horrível de comer o cantinho dos dedos e balançar a perna quando estava nervoso.
Subitamente, ele explodiu, começou a socar o volante repetidamente sem se preocupar com a buzina soando sem parar; gritou até ficar rouco e sua voz não sair mais. Parou. Com a respiração ofegante e o rosto vermelho, disse com a voz trêmula:
- Eu não vou deixar acontecer de novo. Não vou!
Sabia que não iria dar certo, mas precisava tentar se convencer.
Era sempre daquele jeito: Nate dava o melhor de si com as pessoas e no fim elas acabavam virando as costas para ele. Estava cansado de se foder sempre. Por isso gostava de ser sozinho. Para não se decepcionar. Pessoas decepcionam e decepção causa dor. E acontece que daquela vez a decepção tinha sido grande…
Nate deitou a cabeça no encosto do banco, puxou o ar e soltou lentamente, passou a mão pelo rosto e pôs seu cabelo para trás. Então prometeu a si mesmo que nunca mais confiaria em alguém a ponto de causar muita aproximação, o deixar vulnerável à essa pessoa… Mas essa promessa ele já havia feito antes…muitas vezes.
Sua expressão não era boa: haviam rugas em sua testa, suas sobrancelhas estavam flexionadas para baixo, fazendo seu olhar parecer sério. Ainda tinha aquela mania horrível de comer o cantinho dos dedos e balançar a perna quando estava nervoso.
Subitamente, ele explodiu, começou a socar o volante repetidamente sem se preocupar com a buzina soando sem parar; gritou até ficar rouco e sua voz não sair mais. Parou. Com a respiração ofegante e o rosto vermelho, disse com a voz trêmula:
- Eu não vou deixar acontecer de novo. Não vou!
Sabia que não iria dar certo, mas precisava tentar se convencer.
Era sempre daquele jeito: Nate dava o melhor de si com as pessoas e no fim elas acabavam virando as costas para ele. Estava cansado de se foder sempre. Por isso gostava de ser sozinho. Para não se decepcionar. Pessoas decepcionam e decepção causa dor. E acontece que daquela vez a decepção tinha sido grande…
Nate deitou a cabeça no encosto do banco, puxou o ar e soltou lentamente, passou a mão pelo rosto e pôs seu cabelo para trás. Então prometeu a si mesmo que nunca mais confiaria em alguém a ponto de causar muita aproximação, o deixar vulnerável à essa pessoa… Mas essa promessa ele já havia feito antes…muitas vezes.



